<font color=0094E0>Construir a opinião colectiva</font>
Em centenas de reuniões, plenários e debates, realizados por todo o País e aos mais diversos níveis da estrutura partidária, muitos milhares de militantes comunistas participam na preparação do XVIII Congresso do Partido.
A preparação do Congresso é uma demonstração da democracia interna
Foram mais de uma centena os militantes que compareceram, dia 17, no auditório do Museu Regional D. Diogo de Sousa, em Braga, para debater com Jerónimo de Sousa as Teses ao XVIII Congresso do Partido. O Secretário-geral do Partido participava no encontro de quadros da Organização Regional de Braga, inserido num amplo quadro de discussão e construção do Congresso no distrito – estão já agendadas 40 reuniões para discussão das Teses, envolvendo a participação de muitas estruturas e organismos partidários.
Na sua intervenção inicial, Jerónimo de Sousa enalteceu o processo de preparação do Congresso, salientando a enorme demonstração de democracia interna e o «exemplo único» de construção da opinião colectiva que constitui.
O Secretário-geral do Partido destacou também o enorme esforço levado a cabo pela organização regional Partido, que se debateu com um calendário muito exigente, preenchido pela Festa da Alegria, pela Festa do Avante! e pelas exigências da situação social. E valorizou que o Partido tenha conseguido, na região, aproveitar estes momentos para reforçar o Partido e para construir o Congresso.
O dirigente comunista sublinhou, abordando o primeiro capítulo do documento preparatório do Congresso, que o capitalismo não só não foi capaz de dar respostas aos problemas dos povos, como agudizou os seus problemas, como se constata pelas crises financeiras, pela exploração dos povos, pela deterioração do ambiente e das reservas energéticas. E lembrou que nas, Teses, o Partido antecipou, de forma desenvolvida, a crise do capitalismo.
No que respeita à situação nacional, Jerónimo de Sousa realçou a falta de oposição do PSD. Tal deve-se, esclareceu, ao facto de este partido, caso fosse governo, optar pelas mesmas políticas praticadas hoje pelo PS.
Vários militantes presentes pediram a palavra para dar conta das suas vivências, demonstrando as consequências das políticas de direita no dia-a-dia de cada um. Foi também destacada a forma como o Partido tem intervindo no distrito, procurando crescer e reforçar o seu papel de alternativa política capaz de construir um futuro melhor.
No encerramento, o Secretário-geral do PCP valorizou o debate e destacou a ideia central do reforço do Partido, questão transversal a todos os capítulos das Teses. O Partido, assegurou, está mais coeso e essa coesão resulta também destes momentos de debate.
Aveiro
No dia 14, o Secretário-geral do Partido esteve em Aveiro, no Centro de Congressos da cidade, a participar no plenário regional de quadros do Partido para discussão das Teses para o XVIII Congresso, em debate nas organizações partidárias.
Cerca de centena e meia de quadros do PCP da região protagonizaram um debate muito vivo, marcado por mais de uma dúzia de intervenções, expressando o acordo geral com o conteúdo das Teses à discussão. Entre as questões debatidas, suscitaram um particular interesse as relacionadas com o reforço da organização e intervenção do Partido.
Este reforço que, lembrou-se também na ocasião, é uma «condição essencial para a construção da alternativa de esquerda, juntamente com a intensificação da luta de massas. Foi também reafirmada pelos presentes a necessidade de ruptura com as políticas de direita que há muito vêm sendo seguidas.
A actual situação internacional não passou ao lado do debate. A crise do capitalismo, que todos os dias tem novos desenvolvimentos, suscitou a preocupação de alguns dos intervenientes, nomeadamente pelo que pode acarretar ao nível da degradação das condições de vida dos trabalhadores. Já para o grande capital, há apoios e benefícios suportados pelos trabalhadores e os povos, a partir dos estados, realçou-se.
A ofensiva do Governo na área da Educação e dos direitos dos trabalhadores foram outras das questões abordadas. Neste último aspecto, mereceu especial análise e crítica, as alterações ao Código de Trabalho.
Por todo o País
Para além das iniciativas com o Secretário-geral do Partido, muitas outras se estão a realizar em torno da análise e do debate das Teses para o Congresso. No dia 17, José Casanova, da Comissão Política, participou, em Montemor-o-Novo, num debate sobre «O Partido, os militantes e outros democratas», que reuniu cerca de 70 pessoas.
Se hoje há «cada vez menos conteúdo democrático na nossa democracia», afirmou o dirigente comunista, o Partido «responde sempre com um trabalho assente da democracia com participação». Concluindo, «somos um Partido diferente dos que são todos iguais.» Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal, valorizou a CDU como um espaço amplo de participação, construído pelos comunistas.
José Casanova abordou ainda o presente momento de luta que se vive no País, destacando a aproximação de mais gente ao Partido e à luta. Isto é importantíssimo, afirmou, já que a alternativa de esquerda exige «mais gente, mais luta de massas», com a participação de segmentos mais alargados da população.
Em Sintra, sexta-feira, dia 17, o plenário concelhio promovido pela Comissão Concelhia do PCP no âmbito do XVIII Congresso do Partido centrou a discussão na situação internacional. Luís Carapinha, da Secção Internacional, abriu e encerrou um debate vivo e participado por cerca de duas dezenas de camaradas.
A crise mundial, a financeirização e concentração do capital e os devastadores efeitos para os trabalhadores e os povos dominaram parte do debate, onde foram ainda abordadas questões como a recente agressão georgiana à Rússia, a ofensiva imperialista e a concertação das grandes potencias para a partilha dos recursos, ou os processos de cooperação regional que afrontam a hegemonia imperialista.
Num tempo em que se assiste à intensificação da exploração dos trabalhadores, e o capital aprofunda a polarização social e as desigualdades e procura entrar em todas as esferas da vida, os militantes comunistas abordaram ainda a luta e resistência dos povos e a necessidade de reforço dos partidos comunistas, e reafirmaram o socialismo como a alternativa necessária e possível.
Em Ovar, Jorge Machado, deputado do PCP na Assembleia da República, participou num debate centrado nas alterações ao Código do Trabalho. O parlamentar comunista salientou que as alterações do PS «abrem três frentes de batalha aos direitos dos trabalhadores: o fim do tratamento mais favorável; a desregulamentação dos horários de trabalho; a legalização da precariedade.
Ao longo de um debate muito participado, com cerca de duas dezenas de intervenções, construiu-se a resposta a uma pergunta que foi colocada: «que fazer?» Esclarecer, mobilizar, apoiar o PCP – eis a resposta.
Em Ferreira do Alentejo, Ilda Figueiredo, do Comité Central, participou num jantar com mais de 80 pessoas. Realçando a aproximação de um intenso ciclo eleitoral, a deputada comunista afirmou ser «possível e necessário que Ferreira do Alentejo volte a ter uma gestão da CDU». Para este resultado, contribuirá uma boa votação na CDU nas eleições para o Parlamento Europeu.
Na sua intervenção inicial, Jerónimo de Sousa enalteceu o processo de preparação do Congresso, salientando a enorme demonstração de democracia interna e o «exemplo único» de construção da opinião colectiva que constitui.
O Secretário-geral do Partido destacou também o enorme esforço levado a cabo pela organização regional Partido, que se debateu com um calendário muito exigente, preenchido pela Festa da Alegria, pela Festa do Avante! e pelas exigências da situação social. E valorizou que o Partido tenha conseguido, na região, aproveitar estes momentos para reforçar o Partido e para construir o Congresso.
O dirigente comunista sublinhou, abordando o primeiro capítulo do documento preparatório do Congresso, que o capitalismo não só não foi capaz de dar respostas aos problemas dos povos, como agudizou os seus problemas, como se constata pelas crises financeiras, pela exploração dos povos, pela deterioração do ambiente e das reservas energéticas. E lembrou que nas, Teses, o Partido antecipou, de forma desenvolvida, a crise do capitalismo.
No que respeita à situação nacional, Jerónimo de Sousa realçou a falta de oposição do PSD. Tal deve-se, esclareceu, ao facto de este partido, caso fosse governo, optar pelas mesmas políticas praticadas hoje pelo PS.
Vários militantes presentes pediram a palavra para dar conta das suas vivências, demonstrando as consequências das políticas de direita no dia-a-dia de cada um. Foi também destacada a forma como o Partido tem intervindo no distrito, procurando crescer e reforçar o seu papel de alternativa política capaz de construir um futuro melhor.
No encerramento, o Secretário-geral do PCP valorizou o debate e destacou a ideia central do reforço do Partido, questão transversal a todos os capítulos das Teses. O Partido, assegurou, está mais coeso e essa coesão resulta também destes momentos de debate.
Aveiro
No dia 14, o Secretário-geral do Partido esteve em Aveiro, no Centro de Congressos da cidade, a participar no plenário regional de quadros do Partido para discussão das Teses para o XVIII Congresso, em debate nas organizações partidárias.
Cerca de centena e meia de quadros do PCP da região protagonizaram um debate muito vivo, marcado por mais de uma dúzia de intervenções, expressando o acordo geral com o conteúdo das Teses à discussão. Entre as questões debatidas, suscitaram um particular interesse as relacionadas com o reforço da organização e intervenção do Partido.
Este reforço que, lembrou-se também na ocasião, é uma «condição essencial para a construção da alternativa de esquerda, juntamente com a intensificação da luta de massas. Foi também reafirmada pelos presentes a necessidade de ruptura com as políticas de direita que há muito vêm sendo seguidas.
A actual situação internacional não passou ao lado do debate. A crise do capitalismo, que todos os dias tem novos desenvolvimentos, suscitou a preocupação de alguns dos intervenientes, nomeadamente pelo que pode acarretar ao nível da degradação das condições de vida dos trabalhadores. Já para o grande capital, há apoios e benefícios suportados pelos trabalhadores e os povos, a partir dos estados, realçou-se.
A ofensiva do Governo na área da Educação e dos direitos dos trabalhadores foram outras das questões abordadas. Neste último aspecto, mereceu especial análise e crítica, as alterações ao Código de Trabalho.
Por todo o País
Para além das iniciativas com o Secretário-geral do Partido, muitas outras se estão a realizar em torno da análise e do debate das Teses para o Congresso. No dia 17, José Casanova, da Comissão Política, participou, em Montemor-o-Novo, num debate sobre «O Partido, os militantes e outros democratas», que reuniu cerca de 70 pessoas.
Se hoje há «cada vez menos conteúdo democrático na nossa democracia», afirmou o dirigente comunista, o Partido «responde sempre com um trabalho assente da democracia com participação». Concluindo, «somos um Partido diferente dos que são todos iguais.» Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal, valorizou a CDU como um espaço amplo de participação, construído pelos comunistas.
José Casanova abordou ainda o presente momento de luta que se vive no País, destacando a aproximação de mais gente ao Partido e à luta. Isto é importantíssimo, afirmou, já que a alternativa de esquerda exige «mais gente, mais luta de massas», com a participação de segmentos mais alargados da população.
Em Sintra, sexta-feira, dia 17, o plenário concelhio promovido pela Comissão Concelhia do PCP no âmbito do XVIII Congresso do Partido centrou a discussão na situação internacional. Luís Carapinha, da Secção Internacional, abriu e encerrou um debate vivo e participado por cerca de duas dezenas de camaradas.
A crise mundial, a financeirização e concentração do capital e os devastadores efeitos para os trabalhadores e os povos dominaram parte do debate, onde foram ainda abordadas questões como a recente agressão georgiana à Rússia, a ofensiva imperialista e a concertação das grandes potencias para a partilha dos recursos, ou os processos de cooperação regional que afrontam a hegemonia imperialista.
Num tempo em que se assiste à intensificação da exploração dos trabalhadores, e o capital aprofunda a polarização social e as desigualdades e procura entrar em todas as esferas da vida, os militantes comunistas abordaram ainda a luta e resistência dos povos e a necessidade de reforço dos partidos comunistas, e reafirmaram o socialismo como a alternativa necessária e possível.
Em Ovar, Jorge Machado, deputado do PCP na Assembleia da República, participou num debate centrado nas alterações ao Código do Trabalho. O parlamentar comunista salientou que as alterações do PS «abrem três frentes de batalha aos direitos dos trabalhadores: o fim do tratamento mais favorável; a desregulamentação dos horários de trabalho; a legalização da precariedade.
Ao longo de um debate muito participado, com cerca de duas dezenas de intervenções, construiu-se a resposta a uma pergunta que foi colocada: «que fazer?» Esclarecer, mobilizar, apoiar o PCP – eis a resposta.
Em Ferreira do Alentejo, Ilda Figueiredo, do Comité Central, participou num jantar com mais de 80 pessoas. Realçando a aproximação de um intenso ciclo eleitoral, a deputada comunista afirmou ser «possível e necessário que Ferreira do Alentejo volte a ter uma gestão da CDU». Para este resultado, contribuirá uma boa votação na CDU nas eleições para o Parlamento Europeu.